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Newton Fund e o Desafio de “Growth vs Value Stocks”

Acreditamos profundamente no setor de tecnologia. Todos os segmentos da economia sofrem influências constantes de inovações tecnológicas, e tal tendência vem transformando o mundo em que vivemos. E pelo bem da humanidade, inovações e avanços tecnológicos vão continuar ditando - a largos passos - o nosso futuro. Por esse simples motivo, o Newton Fund é, na sua essência, composto de Growth Stocks, ou seja, selecionamos empresas que devem ter crescimentos expressivos (principalmente em receita e usuários), mas que em alguns casos ainda tem uma geração operacional de caixa negativa ou próxima do break-even. Geralmente são empresas mais jovens e menos maduras nas operações, mas que tem diferenciais incríveis na prestação dos seus serviços e produtos, cativando uma legião fiel de usuários e clientes, e que num curto espaço de tempo, devem se tornar lucrativas e ainda mais vencedoras. Afinal, elas quebram paradigmas e moldam nosso comportamento.


A pandemia fez com que inúmeras ações de tecnologia subissem muito em 2020, em função da conjuntura do isolamento social e o impacto que tal situação causou no nosso dia-a-dia. Empresas diversas tornaram-se estrelas num piscar de olhos, como a Zoom, por exemplo. Com a crescente expectativa de vacinas em 2021 e um retorno à vida normal, Value Stocks devem ganhar relevância novamente, pois ficaram mais baratas que as Growth Stocks, sugerindo uma valorização maior para os próximos meses. Além disso, essa recuperação das economias deve beneficiar o preço das commodities e do preço do petróleo, e num ambiente de juros baixos, empresas cíclicas voltam ao radar dos investidores.


Não discordamos desta percepção, e de fato já temos observado uma rotação de fluxo das Growth Stocks para as Value Stocks nas últimas semanas. Mas é fundamental buscar separar empresas que subiram muito, e dificilmente vão conseguir se sustentar nos patamares atuais, de empresas que também subiram muito, e tem potencial para continuar subindo. E é neste contexto desafiador que estamos lançando - com extrema confiança - o Newton Fund.


E de onde vem toda esta confiança?


As empresas que compõem o portfólio do Newton – com uma estratégia Long-Only (ou seja, temos apenas posições de compra nas empresas) – foram cuidadosamente analisadas por nossa equipe, levando em consideração critérios de Venture Capital e Equity Research, além do cálculo da força de desenvolvimento destas empresas baseado no nosso modelo proprietário de econofísica). Modelo este, aliás, pelo qual temos a enorme pretensão de nos diferenciarmos de outros fundos semelhantes no mercado. Assim sendo, temos forte convicção nos modelos de negócio de cada empresa que elegemos para compor nossa carteira, buscando sempre uma valorização de médio/longo-prazo. As empresas que elegemos estão em estágios diferentes da J-curve, que é outro critério de análise que adotamos no Newton, pouco (ou nada) usado pelo research tradicional. Temos empresas na “tranquilidade” da perpetuidade da curva, com margens saudáveis e estáveis, gerando muito caixa e (se é possível dizer isso) menos suscetíveis à oscilações do mercado (Microsoft, Apple, Alphabet, Facebook, Disney neste caso). De uma maneira figurativa, é como se fosse um grupo de “Value Stocks” dentro do nosso Fundo Growth. Temos empresas que já deixaram de ser “strugglers” e se tornaram “winners”, já com lucros operacionais positivos e crescentes, e rumando firme para o roll da perpetuidade (entre as quais, Amazon, Paypal, Nvidia, Adobe, Salesforce). E temos empresas com performances operacionais extraordinárias, que há muito já se provaram - deixando de ser promessas - e estão alardeando sua iminente chegada na J-curve como winners também (Shopify, Slack, Okta, entre outras).


Entendemos que estas empresas tem uma demanda bastante inelástica por seus serviços e produtos, o que é bom. Em vários casos, são empresas com enorme escalabilidade, garantindo uma rápida expansão para novos mercados, o que é ótimo. São empresas com uma capacidade enorme de retenção de clientes e usuários, garantindo uma recorrência superior de receitas, o que é ainda melhor. Algumas destas empresas apresentam negócios complementares, garantindo não apenas eficiência de custos, mas cross-selling de serviços e produtos. Por fim, são empresas com balanços saudáveis e robustos, garantindo tranquilidade em momentos adversos. Afirmamos com tranquilidade que o portfolio do Newton Fund é composto por empresas de qualidade, e sem apostas arriscadas.


Esperamos um mundo bem melhor em 2021. Temos a perspectiva do desenvolvimento das redes 5G, que devem abrir novas fronteiras para as empresas de tecnologia. Temos a expectativa da recuperação das economias, levando a um consumo maior de bens e serviços que aprendemos a não viver sem. Conveniência, entretenimento, praticidade e segurança jamais vão perder seu espaço. Por isso acreditamos nas Techs. E antes que alguém nos pergunte: sim! Adoramos Tesla e monitoramos muito de perto a evolução de seu desenvolvimento, e obviamente a movimentação de suas ações. Na largada do fundo, não temos Tesla na carteira, por mais que idolatremos a empresa e seu gênio criador, Elon Musk. Nossa análise nos leva a crer que teremos um melhor ponto de entrada ao longo dos próximos meses. Odiaríamos estar errados, pois vai nos custar performance contra o índice. De qualquer forma, quando adicionarmos Tesla – e vislumbramos tal momento em algum ponto de 2021 – nossos quotistas serão os primeiros a saber. Em breve teremos um artigo discutindo Tesla.


Aos que já estão conosco nesta jornada do Newton, nosso mais sincero agradecimento pela confiança.


F=ma