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O próximo membro do Clube do Trilhão de dólares

Atualizado: Ago 25

Quando vemos empresas com a robustez da Microsoft, uma empresa responsável por quase ¾ dos sistemas operacionais do mundo, sofrendo com ataques cibernéticos, podemos imaginar quanto o mercado de segurança cibernética movimenta de dinheiro na economia. Estudos como o da PurpleSec e IBM mostram quão custoso é um ataque, atingindo nos EUA médias de USD 4,24 milhões por ataque - o maior em 17 anos. Com o número de ataques cibernéticos e vazamento de dados aumentando exponencialmente desde 2015, também muito impulsionado pelo covid-19, é natural imaginar que Segurança Cibernética é uma das maiores indústrias do mundo.


No entanto, a segurança cibernética é um mercado que a Gartner estima que irá movimentar “apenas” 150 bilhões de dólares em 2021. Podemos ficar teorizando o porquê desse mercado ainda ser relativamente pequeno - embora custoso - não só do ponto de vista financeiro, mas também em questão de reputação de uma empresa. Contudo, esse não é nosso intuito. A ideia é explorar um pouco os fatores que motivam nossas apostas em um mercado que irá movimentar 1 trilhão de dólares, daqui a 10 anos, graças a alguns elementos como o peso dos pequenos negócios, a migração natural das empresas para a nuvem e o fato de ser um ecossistema de negócio vivo, portanto, em constante transformação.


O peso dos pequenos negócios

Em 2019, ⅔ dos CEOs entrevistados pela Keeper Security responderam que não acreditavam que seus negócios, de natureza pequena, seriam vítimas de um ataque cibernético. Juntando isso, com o fato de ⅓ dos PMEs dos EUA e do UK, utilizados como proxy para este artigo, apenas usufruem de ferramentas gratuitas para proteger seus sistemas, enxergamos uma bravata que não condiz com a realidade, visto que quase metade dos ataques cibernéticos focam em negócios dessa natureza.

Aqui enxergamos uma enorme oportunidade de tração no aumento de investimentos em segurança, e gostamos muito do posicionamento da Fortinet (Nasdaq: FTNT), uma empresa reconhecida pela sua inovação, liderando a indústria em número de patentes, que não só atende a maioria das Fortune 100, mas tem uma base de +0,5bi de clientes.


A migração para a nuvem

São bastante palpáveis os benefícios de acompanhar a tendência que tem sido migrar as estruturas de TI das empresas para a nuvem, como escalabilidade e possibilidade de acompanhar e gerir processos de forma 100% online; um dos maiores benefícios é indiscutivelmente a segurança.

Ao armazenar suas informações e dados de negócios em um único lugar, a nuvem oferece uma segurança muito mais forte do que os data centers tradicionais. A maioria dos provedores de nuvem cuidam de alguns dos problemas de segurança mais difíceis que há, como impedir que tráfego indesejado fora de um escopo específico acesse as máquinas nas quais seus dados e aplicativos de negócios residem, garantir que atualizações automáticas de segurança sejam aplicadas a seus sistemas, etc.

Neste ponto, estamos de olho em empresas como Zscaler (Nasdaq: ZS) que tem voltado todo o seu modelo de negócios para segurança na nuvem.


Cibersegurança é um ecossistema vivo

É comum, ao olharmos demonstrativos financeiros de empresas de base tecnológica, bebendo bastante da fonte do Venture Capital, querermos olhar empresas que miram em ter 100% da sua receita via subscrições, visto que isso gera uma previsibilidade de faturamento que facilita muito ao entender a sustentabilidade do negócio. Mas o importante aqui é entender que as empresas de cybersec não devem mirar em ser 100% SaaS.

Cybersec é um ecossistema vivo, onde toda ferramenta pode ser utilizada tanto para o bem como para o mal, como é o caso do nMap, por exemplo. Quanto mais tecnologia se desenvolve, mais ataques são possíveis, e embora seja comunidade inteira que se ajuda a resolver os problemas que encontram, nossos olhos brilham ao ver que empresas dessa indústria tem uma receita relevante em “Serviços” ou “Consultorias”, demonstrando uma capacidade de geração contínua de P&D.

Outra empresa que nos chama a atenção é a Palo Alto Networks (NYSE: PANW), que ao ter adquirido a Demisto, desbloqueou a possibilidade de oferecer uma aplicação que desenvolve, através de IA, novas respostas a ataques cibernéticos.

Os ataques recentes que vimos no Brasil são apenas um reflexo de uma tendência global, uma tendência que tem refletido em um rally de aumento de preço em papéis como Okta, Crowdstrike e Cloudflare, além das empresas citadas anteriormente. Acreditamos que isso não seja simplesmente um empurrão graças a pandemia, e sim uma abertura de olhos do mercado, perante a futura membra do “Trillion Dollar Club”.


F=ma

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